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03mai Felipe Pinheiro

Thor

 

Thor

Embora não tenha ainda produzido um longa do nível da recente trilogia do Batman (obra da Warner, também responsável por, justiça seja feita, Jonah Hex e Mulher-Gato), a Marvel chega a seu terceiro filme sem grandes tropeços, numa constância elogiável.

Dirigido por Kenneth Branagh (ator e diretor mais ligado a filmes shakespereanos), Thor, o mais novo longa da “Casa das Idéias”, conta a história do orgulhoso Deus do Trovão, que é exilado na Terra por seu pai, Odin, após por fim à tênue paz entre os deuses e os Gigantes de Gelo. Acolhido por Jane Foster e sua equipe, Thor deve aprender uma lição de humildade, enfrentar a Shield e sobreviver ao ataque do seu irmão, loki, que planejou seu exílio e é o novo regente de Asgard.

Com uma trama simples (mas não simplória), temos um típico filme de origem, em que os personagens são apresentados ao público, mescla o estilo leve da Marvel (com personagens soltando piadinhas a cada dois minutos e uma ameaça física não muito expressiva) e um bom drama entre irmãos, e que consegue ser agradável, apresentando ao grande público um herói que poucos conhecem, mas que tem grande relevância nos quadrinhos.

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06abr Felipe Pinheiro

Thor

 

Thor, o longa-metragem de Kenneth Branagh que vai levar o Deus dos Trovões aos cinemas, estréia no Brasil em 29 de abril (e em 6 de maio, nos EUA) e, logicamente, a Panini Comics aproveitará a ocasião e o súbito interesse de muitos pelo Vingador para ganhar um bom dinheiro. A editora anunciou, nesta quarta, três bons lançamentos.

“Marvel + Aventura 2″(nova revista bimestral de pequeno preço, que traz antigas histórias da Marvel Comics) publica um encontro do Homem-Aranha com o herói, da fase de Dan Jurgens (o escritor que matou o Superman na década de 90), quando Thor se tornou senhor de Asgard e levou a cidade dos Deuses para cima de Nova York, começando um plano de pôr ordem no mundo. Embora seja apenas uma história isolada, serve como comparativo à atual fase do personagem, já que Asgard voltou à Terra.

Já “Os Maiores Clássicos do Poderoso Thor: Walt Simonson 4″ continua a republicação de uma de suas fases mais elogiadas, quando Simonson brindava os leitores com épicas histórias de heroísmo, amor e guerra, sendo considerado por muitos o responsável pela visão definitiva do Thor. De brinde, nesta edição, vemos a participação do herói na saga Massacre de Mutantes, que balançou os X-Men na década de 80.

Por fim, um encadernado com a ótima parceria de J. M. Straczynski (Homem-Aranha, Poder Supremo) e Oliver Coipel (Dinastia M). “Marvel Deluxe Thor vol 1: O Renascer dos Deuses” traz o retorno do herói após a Queda dos Vingadores, quando o dr. Donald Blake resgata Thor do esquecimento pós-Ragnarok, o que serve de início para o retorno dos deuses de Asgard, da própria cidade e de um Loki como nunca antes. Uma emocionante trama com o belíssimo traço de Coipel e com Straczynski em sua melhor forma (muito diferente do atual trabalho em Superman), ponto de partida essencial para novos leitores.

Embora Marvel + Aventura deva custar os tradicionais R$ 1,99 dessa nova linha, os preços das demais publicações não fui divulgado. Os Maiores Clássicos (…) terá 196 páginas, mas Marvel Deluxe Thor, pelo acabamento luxuoso deve custar bem mais, apesar das 160 páginas.


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01abr Felipe Pinheiro

Marvel processa Stephenie Meyer

 

Marvel

O B33p é um bloguezinho com péssimos escritores e que não que traz todo tipo de informações (tecnologia, cultura pop, política), sempre com posts com um olhar chato e pouco explicativo. Está longe de ser uma das minhas leituras obrigatórias e aconselho que vocês também fiquem longe. Por que estou falando dele? Por essa materiazinha que fizeram, com dados do Bleeding Cool:

Um pálido vampiro disputa a atenção de uma garota com um selvagem lobisomem. Este é o enredo da saga Crepúsculo, certo? Na verdade, é também o plot de The Amazing Spider-Man #127, de dezembro de 1973.

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24mar Felipe Pinheiro

Spider-Island

 

O grande diferencial do Homem-Aranha é o lema que seu velho tio Ben ensinou: “com grandes poderes vem grandes responsabilidades”. Já que a Marvel Comics já explorou bastante a idéia de alguém com os mesmos poderes do herói, mas sem sua forte ética, decidiram chutar o pau da barraca dessa vez. É o que acontece em agosto, a partir da edição #666 de Amazing Spider-Man, quando Dan Slott e Humberto Ramos trazem aos leitores a saga Spider-Island.

Já na edição #659 do título do herói aracnídeo, teremos Infested, uma coletânea de histórias curtas desenhadas por Barry Kitson, Emma Rios, Lee Garbett e Stefano Caselli. Nelas, algumas pessoas começam a desenvolver os poderes do herói, mas isto é apenas um prelúdio para o que vem a seguir. Em Spider-Island, toda a ilha de Manhattan apresenta os mesmos dons do Amigão da Vizinhança, incluindo alguns heróis e vilões, e cabe ao Homem-Aranha controlar o caos, ao mesmo tempo em que tenta descobrir o seu causador.

A história se desenrola até a edição #669, e só deve chegar às bancas brasileiras em agosto de 2012.



 
16mar Felipe Pinheiro

Marvel Big Shots

 

Big Shots

Em fevereiro, a Marvel Comics anunciou a iniciativa “Big Shots”, que consistia no lançamento de três novas mensais para alguns de seus principais personagens urbanos, com aventuras mais pé-no-chão, algo ótimo para os leitores mais conservadores, já que o Demolidor acabara de passar por uma espécie de possessão demoníaca (que, cá entre nós, deixou um péssimo gosto final na boa e sombria fase que o personagem vinha apresentando), enquanto o Justiceiro havia virado um frankenstein em histórias bem divertidas (me julguem!).

As equipes criativas eram secretas e seriam anunciadas aos poucos. Primeiro, fomos informados que Brian Bendis e Alex Maleev repetiriam a ótima parceria de Demolidor e Spider-Woman com o Cavaleiro da Lua (um herói que em muito lembra o Batman, mas metido com o misticismo egípcio e com sérios problemas de múltipla personalidade).  Então, se descobriu que Greg Rucka (responsável por uma boa e prolífica fase do Batman nos anos 90) se uniria a Marco Checchetto para assumir o título do Justiceiro.

Por fim, o Bleeding Cool alega que Mark Waid e Paolo Rivera (Mitos Marvel). Escolha inusitada, já que Waid é mais conhecido por títulos mais heróicos e aventureiros, como Quarteto Fantástico, Flash e uma versão da Legião dos Super-Heróis. No entanto, seu trabalho mais aclamado é grandioso e bastante sombrio, O Reino do Amanhã, tido por muitos como a maior história já contada com Superman e companhia. Vejamos o que sua passagem pelo título do herói que já teve ótimas fases nas mãos de Frank Miller, do próprio Bendis, Ed Brubacker e Kevin Smith.



 
10mar Felipe Pinheiro

Inumanos

 

Criados em 1965 por Stan Lee e Jack Kirby como personagens de apoio do Quarteto Fantástico, os Inumanos estão prestes a chegar aos cinemas. Após reaver os direitos de adaptação do grupo (na verdade, raça), a Marvel Comics (ou melhor, a Disney), começa a trabalhar no longa, que ainda não tem roteiristas ou diretor contratados.

Haveria apenas uma linha geral para a trama, que os traria como “alienígenas que foram colocados na Terra como célula avançada para um ataque para dominar o planeta. No entanto, o grupo acaba se afeiçoando ao novo lar e não deseja guerra.”

Infelizmente, percebe-se que a história dos Inumanos foi modificada e ficou um tanto mais pobre. Nos quadrinhos, os alienígenas Kree, milênios atrás, modificaram geneticamente um grupo de ancestrais dos homens atuais, para usá-los como tropa de elite em suas guerras espaciais. No entanto, eles abandonaram o experimento, e esta nova raça decidiu se isolar do mundo, apenas entrando em contato novamente com a sociedade quando encontra o Quarteto Fantástico.

Vamos ver se o filme será tão fraco quanto os do Quarteto que a Fox produziu, ou teremos algo a altura do Raio Negro e sua família real.


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10fev Felipe Pinheiro

Fundação Futuro

 

Fundação Futuro

Mortes em quadrinhos não são lá uma novidade e, para desespero de Chicó, está longe de ser o destino inescapável, já que toda semana temos um herói se levantando dos mortos. Por outro lado, se a banalização da morte nas HQs e ressurreições desnecessárias podem irritar os leitores, há que se considerar que tais mudanças no status quo de algum personagem, por mais que sejam logo revertidas, geram histórias interessantes.

A queda do Superman trouxe a criação de Aço, Superciborge e Superboy; a “morte” de Batman frente à Darkseid levou a uma nova dupla dinâmica, formada por Dick Grayson e Damian Wayne, e um novo título mensal (Batman & Robin). A (milésima) morte de Jean Grey abriu espaço para Emma Frost, que é bem mais interessante que a considerada por muitos insossa Fênix, como nova protagonista feminina nos X-Men. E os exemplos são vários.

Com a morte de um membro do Quarteto Fantástico, e o fim o título mensal dos heróis na edição 589, uma nova equipe estréia em março, com o lançamento de FF #1, com textos de Jonathan Hickman (que continua em uma ótima fase). A Fundação Futuro, antes uma pequena iniciativa de Reed dentro do próprio Quarteto, que reunia várias crianças com poderes ou superdotadas (incluindo os filhos dos Richards, Franklin e Valéria), passa a ser o novo rosto da família, que conta com um novo membro, o “tio” Homem-Aranha.

A expectativa é que continuem as aventuras científicas com a Fundação, lembrando que os heróis raramente foram metidos à combater o crime. No Brasil, infelizmente, o Quarteto Fantástico é publicado pela Panini Comics dentro de Universo Marvel, que reúne vários títulos da Marvel, como o péssimo Hulk. É terrível que o leitor tenha que pagar o salgado preço de mais de R$ 16,o0 para ler as boas histórias do grupo.



 
07fev Felipe Pinheiro

Capitão América: O Primeiro Vingador

 

Os Estados Unidos (e uma certa parte do mundo) pararam para assistir ao Super Bowl, a final da SNL. Se você não é daqueles que gostam do “futebol jogado errado” (e, acreditem, quando se aprende um pouco das regras, dá para se divertir com as trombadas e estratégias traçadas em campo), o evento tem um certo gostinho.

Com os intervalos mais caros da tv americana, decorrentes da sua maior audiência, empresas e estúdios aproveitam para divulgar comerciais divertidos, bem elaborados e, claro, suas maiores apostas para os cinemas durante o verão.

A Marvel Comics aproveitou não só para lançar um novo spot de Thor (onde vemos mais cenas de ação e finalmente o Mjolnir em pleno funcionamento) como para divulgar o primeiro (e curtíssimo) trailer de Capitão América: O Primeiro Vingador, com direito ao rosto do Caveira Vermelha, Comandos Selvagens, Steve Rogers antes do soro… Enfim, confira abaixo, e esperemos que uma versão mais completa seja lançada pelo estúdio nos próximos dias.



 
04fev Felipe Pinheiro

O Cerco

 

A Invasão Secreta, última megassaga da Marvel, só teve um ponto positivo: levou à editora o Reinado Sombrio, quando Normam Osborn (o antigo Duende Verde) formou uma cabala com inúmeros vilões, se tornou o chefe da Martelo, agência que substituiu a Shield como comando máximo da segurança norte-americana, criou um time de Vingadores formado por criminosos e passou a caçar os heróis (chegando a criar uma lista de heróis a serem presos/assassinados, como se viu nos especiais Reinado Sombrio: A Lista, publicados pela Panini Comics).

Neste mês, a Panini lança O Cerco – Prólogo, com 60 páginas, que reúne as edições originais Siege: The Cabal e Origins of Siege. Tantos vilões reunidos eram um convite à traição, e com o fim da Cabala e uma boa dose de manipulação de Loki, o deus das mentiras, Osborn dá início a seu mais ambicioso passo: um ataque à Asgard, cidade dos deuses nórdicos, como Thor, que está atualmente em território americano. Em março, é dado início a’O Cerco, minissérie em quatro partes com argumento de Brian Michael Bendis e arte de Oliver Coipel (Dinastia M).

Como Siege só teve quatro edições nos Estados Unidos, para ter revistas com mais de 25 páginas na minissérie (o padrão nesses casos é lançar revistas com, pelo menos, 50 páginas, adicionando histórias extras à história principal, que geralmente tem de 22 a 30 páginas), a Panini deve incluir outras histórias na minissérie. É provável que publique também Siege: Embedded, em que o jornalista Ben Urich acompanha os bastidores do cerco a Asgard. Em Invasão Secreta, a minissérie trazia também Urich, em Secret Invasion: Front Line.



 
22dez Felipe Pinheiro

Fear Itself

 

Marvel

Há alguns dias, a Marvel vinha liberando teasers do que parecia ser sua próxima megassaga. Neles, o que parecia ser os maiores temores dos principais personagens da editora, como Ciclope, vestido de Magneto, e os dizeres “Você teme o que você está se tornando?” ou ainda o Homem de Ferro encarando sua tecnologia sendo usada pelo exército americano e a sentença “Você teme o legado que está deixando?”. Confiram os teasers, em inglês, no Newsarama.

Nesta terça-feira, então, houve uma coletiva de imprensa da editora em que Joe Quesada anunciou a saga Fear Itself, a ser lançada em abril de 2011, com textos de Matt Fraction (que vem fazendo um ótimo trabalho com o Homem de Ferro e Thor) e arte de Stuart Immonen (que recentemente deixou a reformulada revista dos Novos Vingadores). A história ainda repercutirá pelos títulos mensais da casa, além de um prólogo ambientado na II Guerra Mundial, com o Capitão América e escrito por Ed Brubacker.

Segundo Quesada, os principais personagens da editora, como os X-Men, Vingadores, Hulk, Drácula (que ganhou destaque recentemente na editora, se envolvendo com os mutantes), Deadpool e o Quarteto Fantástico (ou o que sobrar deles, após o arco Three) lutarão contra o Deus do Medo, e enfrentarão seus próprios temores. Resta saber se o editor-chefe da Marvel se refere a Fobos, o pequeno filho de Ares, que atualmente faz parte dos Guerreiros Secretos de Nick Fury e que, após os eventos de The Siege (ainda inéditos no Brasil), teria motivos de sobra para enfrentar esses heróis.

Para Quesada e Tom Brevoort, editor que trabalhará diretamente com o evento, esta é a volta da Marvel ao circuito de megassagas, após um jejum em 2010 (que foi tomado por sagas em menor escala, como Siege e as ridículas Chaos War e DoomWar), havendo a promessa de que será mantido o mesmo tom de ambiguidade e ação super-heróica vistos em Guerra Civil (ninguém tem coragem de lembrar do fiasco de Invasão Secreta, ao que parece). Também garantiram que a Casa das Idéias não voltará ao tom tenebroso da fase do Reinado Sombrio, e que Fear Itself seria apenas um choque na atual Era Heróica.


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