Tags: Thor

05set Luiz Jeronimo Stamboni

Quadrinhos no Cinema

 

Há alguns dias recebi um exemplar do livro Quadrinhos no Cinema, de autoria do staff do excelente Pipoca e Nanquim. O livro é de leitura obrigatória para quem curte quadrinhos e cinema e, também, entende que os dois formatos podem viver em harmonia (Christopher Nolan está aí para nos provar que isso é mais que possível).

O livro é uma ode aos heróis. Revisitando seu passado e presente e até se antecipando, como no caso de Conan, cujo filme ainda não fora lançado. De cara, dá para se ver que o trabalho realizado pelo trio Alexandre Callari, Bruno Zago e Daniel Lopes foi primoroso. Eles trazem detalhes que já nos haviam fugido à mente e que, mais do que nunca, nos fazem compreender melhor a formação de alguns de nossos heróis preferidos.

O livro foca em quatro deles: Thor, Lanterna Verde, Capitão América e Conan. E não seria exagero dizer que está tudo lá. Dá até para saber, necessariamente, de quais jogos e cartoons esses personagens fizeram parte. Filmes antigos e demais participações especiais também ganharam espaço no livro. E quando você pensa que já poderia saber de quase tudo, o livro nos brinda com biografia dos autores, publicações no Brasil, uma lista com as piores histórias e claro, as imperdíveis.

É muita informação. E nem está caro. E se você estiver afim de adquirir um exemplar do livro, pode comprá-lo através do site da Editora Évora ou até mesmo em uma livraria de sua preferência. Eu achei incrível essa iniciativa do Pipoca e Nanquim e eles podem contar com todo meu apoio para divulgação. Agora, resta ficar na torcida para que uma segunda edição seja produzida.



 
30jun Felipe Pinheiro

Thor 2

 

Thor

O ápice da recente leva de adaptações dos heróis da Marvel será o longa dos Vingadores, que está sendo rodado por Joss Whedon e deve estrear em 2012. No entanto, os filmes continuam, com o anúncio de Homem de Ferro 3, para maio de 2013 e, segundo o Deadline, a confirmação de Thor 2 também no verão de 2013.

Kenneth Branagh não dirigirá a sequência, continuando como produtor (será que a Marvel procurará por alguém com mais habilidade nas cenas de ação, fonte das maiores críticas no primeiro longa?), mas Chris Hemsworth e Natalie Portman devem voltar, assim como boa parte do elenco principal. Desde a estréia do primeiro Thor, há boatos de que a feiticeira Encantor e seu capacho, Executor, sejam os próximos vilões.

Como se espera do terceiro Homem de Ferro, o novo filme do Deus do Trovão tem boas chances de ser bem melhor que seu antecessor, que apresentava uma grande quantidade de arcos dramáticos para dar conta da missão de introduzir o universo dos Vingadores. Quem sabe, um dia, não tenhamos a oportunidade de ver os guerreiros de Asgard enfrentando o fim do mundo, com toda a brutalidade do Ragnarok? Sonhar nunca é demais. O que preocupa é a superexposição a que a Marvel está submetendo seus personagens.


1

 
03mai Felipe Pinheiro

Thor

 

Thor

Embora não tenha ainda produzido um longa do nível da recente trilogia do Batman (obra da Warner, também responsável por, justiça seja feita, Jonah Hex e Mulher-Gato), a Marvel chega a seu terceiro filme sem grandes tropeços, numa constância elogiável.

Dirigido por Kenneth Branagh (ator e diretor mais ligado a filmes shakespereanos), Thor, o mais novo longa da “Casa das Idéias”, conta a história do orgulhoso Deus do Trovão, que é exilado na Terra por seu pai, Odin, após por fim à tênue paz entre os deuses e os Gigantes de Gelo. Acolhido por Jane Foster e sua equipe, Thor deve aprender uma lição de humildade, enfrentar a Shield e sobreviver ao ataque do seu irmão, loki, que planejou seu exílio e é o novo regente de Asgard.

Com uma trama simples (mas não simplória), temos um típico filme de origem, em que os personagens são apresentados ao público, mescla o estilo leve da Marvel (com personagens soltando piadinhas a cada dois minutos e uma ameaça física não muito expressiva) e um bom drama entre irmãos, e que consegue ser agradável, apresentando ao grande público um herói que poucos conhecem, mas que tem grande relevância nos quadrinhos.

Leia o resto desse post »


4

 
06abr Felipe Pinheiro

Thor

 

Thor, o longa-metragem de Kenneth Branagh que vai levar o Deus dos Trovões aos cinemas, estréia no Brasil em 29 de abril (e em 6 de maio, nos EUA) e, logicamente, a Panini Comics aproveitará a ocasião e o súbito interesse de muitos pelo Vingador para ganhar um bom dinheiro. A editora anunciou, nesta quarta, três bons lançamentos.

“Marvel + Aventura 2″(nova revista bimestral de pequeno preço, que traz antigas histórias da Marvel Comics) publica um encontro do Homem-Aranha com o herói, da fase de Dan Jurgens (o escritor que matou o Superman na década de 90), quando Thor se tornou senhor de Asgard e levou a cidade dos Deuses para cima de Nova York, começando um plano de pôr ordem no mundo. Embora seja apenas uma história isolada, serve como comparativo à atual fase do personagem, já que Asgard voltou à Terra.

Já “Os Maiores Clássicos do Poderoso Thor: Walt Simonson 4″ continua a republicação de uma de suas fases mais elogiadas, quando Simonson brindava os leitores com épicas histórias de heroísmo, amor e guerra, sendo considerado por muitos o responsável pela visão definitiva do Thor. De brinde, nesta edição, vemos a participação do herói na saga Massacre de Mutantes, que balançou os X-Men na década de 80.

Por fim, um encadernado com a ótima parceria de J. M. Straczynski (Homem-Aranha, Poder Supremo) e Oliver Coipel (Dinastia M). “Marvel Deluxe Thor vol 1: O Renascer dos Deuses” traz o retorno do herói após a Queda dos Vingadores, quando o dr. Donald Blake resgata Thor do esquecimento pós-Ragnarok, o que serve de início para o retorno dos deuses de Asgard, da própria cidade e de um Loki como nunca antes. Uma emocionante trama com o belíssimo traço de Coipel e com Straczynski em sua melhor forma (muito diferente do atual trabalho em Superman), ponto de partida essencial para novos leitores.

Embora Marvel + Aventura deva custar os tradicionais R$ 1,99 dessa nova linha, os preços das demais publicações não fui divulgado. Os Maiores Clássicos (…) terá 196 páginas, mas Marvel Deluxe Thor, pelo acabamento luxuoso deve custar bem mais, apesar das 160 páginas.


2

 
07fev Felipe Pinheiro

Capitão América: O Primeiro Vingador

 

Os Estados Unidos (e uma certa parte do mundo) pararam para assistir ao Super Bowl, a final da SNL. Se você não é daqueles que gostam do “futebol jogado errado” (e, acreditem, quando se aprende um pouco das regras, dá para se divertir com as trombadas e estratégias traçadas em campo), o evento tem um certo gostinho.

Com os intervalos mais caros da tv americana, decorrentes da sua maior audiência, empresas e estúdios aproveitam para divulgar comerciais divertidos, bem elaborados e, claro, suas maiores apostas para os cinemas durante o verão.

A Marvel Comics aproveitou não só para lançar um novo spot de Thor (onde vemos mais cenas de ação e finalmente o Mjolnir em pleno funcionamento) como para divulgar o primeiro (e curtíssimo) trailer de Capitão América: O Primeiro Vingador, com direito ao rosto do Caveira Vermelha, Comandos Selvagens, Steve Rogers antes do soro… Enfim, confira abaixo, e esperemos que uma versão mais completa seja lançada pelo estúdio nos próximos dias.



 
12jan Felipe Pinheiro

Homem de ferro & Thor

 

Thor

Na época da “Revolução” editorial da Panini Comics (alguém do seu pessoal de Marketing já foi demitido por essa “revolução”?), o grupo italiano aproveitou para criar uma revista exclusiva para o Homem de Ferro, pegando carona, certamente, na popularidade em alta do herói, que estrelava um ótimo segundo filme em 2010.

No entanto (contudo, entretanto, todavia…), o Vingador Dourado (que possui menos de 20% do uniforme dourado, aliás) provavelmente não conseguiu segurar sozinho as vendas de sua revista. A verdade é que, embora a mensal conte com as boas histórias do título principal do herói nos Estados Unidos, da dupla Matt Fraction e Salvador Larroca, o resto das páginas é preenchido com tapa-buracos vergonhosos, como as duas adaptações para os quadrinhos dos filmes de Jon Favreau.

Eis, então, que em sua nona edição (deste mês de janeiro) a revista passará a se chamar Homem de Ferro & Thor, abrigando também as histórias do Deus do Trovão (que, logo, passará a ter histórias de Fraction).

Se me permitirem um bom chute, não deve demorar muito para o Capitão América também passar a bater ponto nessa revista. Passado o evento O Cerco (em breve nas bancas brasileiras), os Vingadores passam a ter três títulos fortes (Avengers, como a cabeça da franquia, Secret Avengers, estrelada pelo antigo Capitão América, e New Avengers, com uma pegada mais aventuresca e humorística), que ocupariam a revista tupiniquim dos Vingadores, desabrigando o Capitão. Além disso, a revista do Homem de Ferro & Thor seria beneficiada pela popularidade que o filme do seu (possível) novo inquilino traria. Vale lembrar que Capitain America: The First Avenger chega aos cinemas em 29 de julho.



 
29jul Felipe Pinheiro

Thor

 

Thor

“Ah é? E o meu deus tem um martelo!” disse Nick Fury em Invasão Secreta, que foi uma das piores séries que a Marvel já publicou. Mas, convenhamos, esta frase é bem bacanuda, e define bem qual o espírito presente em Thor, deus dos trovões, nos quadrinhos: a possibilidade de misturar mitologia a pura ação.

Além disso, a criação de Stan Lee (sim, sempre ele) também tem um lado shakespereano bem interessante: a história de sua origem (que aparentemente foi bastante respeitada na adaptação cinematográfica) retrata Thor (Chris Hemsworth) como um deus arrogante e inconsequente, que é punido por seu pai, Odin (Anthony Hopkins), sendo exilado sem poderes na terra. O problema é que tal punição foi obra da manipulação de Loki (Tom Hiddleston), o Deus das Mentiras, que almeja ocupar o trono de Asgard.

E é nesta combinação de ação e personagem problemático (mas carismático) que a Marvel tem apostado (vide Homem de Ferro), e parece ter mantido o ritmo em Thor, como podemos ver no trailer que foi exibido durante a Comic-Con e agora vazou (portanto, corra, antes que tirem do ar).

Leia o resto desse post »


7

 
27abr Felipe Pinheiro

Maravilha de Mulher, por J.M. Straczynski

 

Mulher-Maravilha

A Mulher-Maravilha, apesar de ser uma das personagens mais importantes da DC Comics, sempre amargou péssimas histórias, já que praticamente nenhum escritor sabe trabalhar com a heroína, especialmente em seu próprio título mensal. Com exceção da ótima fase de George Perez e algumas edições do “run” de Greg Rucka, o que vemos são histórias modorrentas, em que Diana é reduzida a apenas um de seus aspectos (princesa, embaixadora, super-heroína), mas nunca sendo retratada como uma verdadeira mulher, seja pela completa falta de sensualidade, seja pela falta de outros atributos, como temperamento ou sensibilidade.

Tais defeitos foram potencializados com sua atual escritora, Gail Simone, que, ironicamente, sendo uma das poucas representantes das mulheres no mercado americano de quadrinhos, nunca soube escrever personagens femininos, por mais que sempre insista no tipo, como em Birds of Prey, Sexteto Secreto e agora na Mulher-Maravilha. Sua personagem é masculinizada, assexuada… Enfim, um baita de um tédio. Tentando reverter este panorama, a DC resolveu usar uma de suas mais recentes aquisições, o ótimo Joseph Michael Straczynski.

Leia o resto desse post »


1