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19jan Felipe Pinheiro

Os vilões The Dark Knight Rises!

 

The Dark Knight Rises

Após rumores e mais rumores, que incluíram personagens como Hugo Strange, Tália Al Ghul, Máscara Negra, Pistoleiro e Charada, a Warner Bros. oficializou os dois antagonistas do Batman em The Dark Knight Rises: Mulher-Gato, que será vivida por Anne Hathaway (O Diabo Veste Prada, Amor e Outras Drogas) e Bane, finalmente revelando o papel que será vivido por Tom Hardy (A Origem), contratado para o longa há alguns meses.

Embora Tália pudesse fechar o arco criado por seu pai, Ra’s Al Ghul, em Batman Begins, deve-se reconhecer que a Mulher-Gato é o maior interesse amoroso do Batman e também uma das maiores femme fatales dos quadrinhos. Hathaway tem tanto a beleza (com certos traços felinos, ressalte-se) quanto a capacidade dramática para fazer a dúbia e sedutora vilã. Seria interessante que Christopher Nolan trabalhasse a relação Bruce Wayne/Selyna Kyle e Batman/Mulher-Gato, um casal de vida igualmente dupla que forma um “quadrado” amoroso.

Já Bane é uma escolha surpreendente e vem provocado inúmeras críticas dos fãs do Homem Morcego. No entanto, apesar de ter sido pessimamente adaptado para o cinema em Batman & Robin (sendo um descerebrado capanga da Hera Venenosa) e nunca ter seu potencial realmente explorado nas histórias em quadrinhos, o homem que quebrou a coluna do Cruzado de Capa em A Queda do Morcego pode ser transformado em um dos maiores, se não o maior, nemesis do Batman.

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21dez Felipe Pinheiro

Maintenance

 

Maintenance

A Dreamworks Animation adquiriu os direitos para adaptar a HQ Maintenance, após a Warner, que pretendia transformá-la em um filme em live action com direção de McG (As Panteras, Exterminador do Futuro: A Salvação), perdê-los  (justamente pela demora em começar sua produção). A história, agora, será contada em uma animação.

Publicada pela Oni Press, mesma editora de Scott Pilgrim, a bem-humorada HQ autoral de Jim Massey e Robbi Rodriguez traz dois zeladores da TerrorMax Inc., a maior fabricante de equipamentos e armamentos de super-heróis. Ainda não publicada no Brasil, pode ser que a série chegue às bancas e livrarias acompanhando o longa-metragem.

A quantidade de paródias que surgiram nos últimos anos, como o ótimo Megamente (também da Dreamworks) mostra que o gênero de super-heróis está mais forte do que nunca (como se o grande volume de produções da Marvel e DC estreando todos os anos já não fosse indício suficiente). Esperemos, apenas, que os estúdios se esforcem a apresentar novas e boas idéias, ou vamos ver mais um gênero chegando à exaustão, como muitos outros antes.



 
22nov Felipe Pinheiro

Harry Potter e as Relíquias da Morte

 

Harry Potter

No que seria uma típica propaganda exacerbada, a Warner define o final da saga de J. K. Rowling como o evento de uma geração. Difícil acreditar, depois de anos vacinados pelo marketing pretensioso dos estúdios, mas é preciso.

O mesmo impacto que Star Trek e Star Wars tiveram em décadas passadas foi sentido nestes anos 2000. No início de 2002, um pré-adolescente ainda atordoado pelo Senhor dos Anéis de Peter Jackson correu a devorar o livro do inglês J. R. R. Tolkien e logo se deparou com quatro livros escritos por sua compatriota, Rowling, uma história relativamente simples, infantil, que ia ficando um pouco mais agitada e densa, à medida que as páginas avançaram. Lá estava eu, então com 15 anos.

Prestes a completar 25 anos, e tendo crescido às voltas de clássicos da ficção científica e dos quadrinhos, mas que notadamente pertenceram a gerações passadas, tive a oportunidade de assistir a Harry Potter e as Relíquias da Morte (parte 1), segunda parte do fechamento de um inegável evento da minha geração (fechamento esse que começou com o mediano Enigma do Príncipe). O que começou simples e divertido em A Pedra Filosofal toma ares sérios, tensos e violentos.

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17nov Felipe Pinheiro

Lanterna Verde

 

Lanterna Verde

Há alguns anos, Geoff Johns não só trouxe de volta o mais famoso dos Lanternas Verdes, Hal Jordan, como reestruturou toda a franquia do personagem nos quadrinhos, aumentando consideravelmente sua mitologia e o tornando uma peça central no universo editorial da DC Comics. Ao lado de excelentes artistas como Ethan Van Sciver e o brasileiro Ivan Reis, criou sagas que foram sucesso de vendas e críticas, como Lanterna Verde: Renascimento, Sinestro Corps War (terrivelmente chamada no Brasil de Guerra dos Anéis) e A Noite Mais Densa. Ao seu lado, estavam também Peter Tomasi e Patrick Gleason, responsáveis por Green Lantern Corps.

Com essa crescente importância, e uma história perfeita para os cinemas, uma fantástica Space Opera que mistura aventura, lealdade e grandes vilões, o Lanterna Verde logo se tornou a nova empreitada da Warner nos cinemas. O estúdio planeja substituir os filmes de Harry Potter por adaptações dos quadrinhos de heróis, especialmente animada pelo enorme sucesso do Batman de Christopher Nolan. Enquanto Superman e Flash começam a dar seus passos rumo a novos longas, o “Gladiador Esmeralda” deve chegar aos cinemas em junho de 2011, com direção de Martin Campbell (Cassino Royale), e Ryan Reynolds, Mark Strong e Blake Lively no elenco.

Após algumas primeiras imagens e algumas cenas não muito animadoras, o trailer do filme foi liberado na noite desta terça-feira. Admito que sou um grande fã do herói (talvez nem tanto quanto o Fábio Yabu) e posso não estar avaliando com a imparcialidade necessária (mas quando eu fui imparcial nesse blog, meus amigos?), mas o trailer diminuiu consideravelmente minhas poucas dúvidas a respeito do filme. Posso estar bastante enganado e me decepcionar no cinema, mas tudo indica que Lanterna Verde será fantástico.


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05out Felipe Pinheiro

Zack Snyder é o diretor de Superman

 

Superman

Há poucos dias, falamos sobre uma lista de diretores cotados para a nova adaptação do Superman, lista esta que incluía Darren Aronofsky (Réquiem para um Sonho) e Zack Snyder (300, Watchmen). Nesta noite de segunda-feira, a internet foi tomada de assalto pela notícia, divulgada pelo Deadline, de que Snyder assumirá o filme, que tem produção de Christopher Nolan.

O cineasta, que é fã do personagem, já havia sido convidado pela Warner para assumir o projeto, mas na época não aceitou, devido à confusão do estúdio com suas adaptações, que agora conta com Nolan como “padrinho” das conversões dos personagens da DC Comics para a sétima arte.

Segundo Snyder, que assumirá os trabalhos tão logo termine a produção de Sucker Punch, não teremos Brandon Routh como o Homem de Aço (e voltamos aos boatos de que um grande nome da televisão pode virar o herói?) e o General Zod será o vilão. Aparentemente, não se tratará de uma continuação de Superman II (onde Terence “Kneel before Zod” Stamp interpretou o renegado kryptoniano).

O desafio do diretor é atualizar o Superman, mas sem esquecer seus valores clássicos. O herói é datado, mas isto pode ser usado como ponto fundamental para sua trama, e a escolha de Zod como antagonista, ao mesmo tempo em que viabiliza grandes cenas de ação (em Sloooooow Motion?), pode construir um bom drama: o alienígena que chegou a nosso planeta, incorporou nossa cultura e passa a ajudar seu novo lar contra aquele que quer impor seus próprios valores. Vale lembrar, também, que nos quadrinhos, há uma antiga rixa entre a família de Kal-El e o general.

Sempre respeitoso com o material com que trabalha, e com o auxílio do genial Nolan, Snyder pode fazer o trabalho de sua vida com o maior ícone dos quadrinhos ou pode entregar um filme raso e afundar de vez a carreira cinematográfica do protetor de Metrópolis. Esperemos que ele siga pro alto e avante.


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04out Felipe Pinheiro

Séries da DC Comics

 

Mulher-maravilha

Enquanto Geoff Johns divulgou em seu twitter imagens de testes de efeitos especiais para a série live action do Besouro Azul (cujo projeto estava sendo apresentado aos donos do estúdio como um substituto a Smallville) e o produtor de Sobrenatural, Eric Kripke, negocia com a Warner para encabeçar a adaptação de Sandman para a TV, de Neil Gaiman, outra série envolvendo um personagem da DC Comics pode estar começando seus trabalhos.

David E. Kelley, de Ally McBeal e Justiça Sem Limites, é o produtor da nova série da Mulher-Maravilha, o projeto mais adiantado (e até então desconhecido) da DCE. Até agora, não foi divulgado o elenco e o programa deve, em breve, começar a ser oferecido às emissoras de TV.

Vale lembrar que a Mulher-Maravilha quase ganhou os cinemas, mas, como boa parte dos personagens da DC, sua adaptação vinha patinando na indefinição até agora. Com uma série de sucesso nos anos 70, protagonizada pela linda Lynda Carter (Ha! trocadilho!), a TV pode ser um caminho um pouco mais seguro para a personagem, até mesmo para voltar a lhe dar destaque.

Em tempo: será que as recentes transformações sofridas pela super-heróina nos quadrinhos, nas mãos de J. M. Straczynski já visavam esse projeto? A Mulher-Maravilha se tornou mais jovem, mais esquentada e mais vestida (!) e apelando mais para a ação e o melodrama, o que certamente tem um bom apelo para a televisão.



 
29set Felipe Pinheiro

Diretores para o Superman

 

Superman

A Warner tem que fazer o próximo filme do Superman funcionar. Não se trata “pode fazer”, mas de “tem que fazer” ou nada. Não só para substituir os lucros da série Harry Potter, mas o estúdio tem o compromisso com a família de um dos criadores do herói, Jerry Siegel, de levar o último filho de Krypton aos cinemas até 2012, como parte de um acordo que se desenvolve em um processo no qual a família Siegel exige os direitos sobre o personagem mais icônico da DC Comics.

Piora sua situação o fato do Superman ser bastante difícil de ser trabalhado. Nas mãos de bons escritores, podem-se desenvolver histórias riquíssimas, aproveitando o fato de Clark Kent ser um típico imigrante em terras americanas, criado em uma cultura que não lhe pertence e com valores morais que o tornam um homem deslocado no tempo. Mesmo sendo um homem invulnerável, a gama de conflitos que podem ser desenvolvidos em seu entorno é fantástica. No entanto, com maus criadores, ele é só um super-herói poderoso demais para que nos preocupemos com ele e anacrônico demais para despertar a a curiosidade das novas gerações.

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23set Felipe Pinheiro

Harry Potter e a nova Warner

 

Harry Potter

Com o fim da série Harry Potter, sua galinha dos ovos de ouro, e a compra da Marvel Comics pela Disney, a Warner tem o desafio de acalmar os acionistas e investidores, demonstrando ter um novo leque de séries de sucesso a sua disposição. Já que adaptações de quadrinhos são a febre do momento e Christopher Nolan produziu uma obra-prima dos cinemas, e muito rentável, com The Dark Knight, nada melhor que voltar suas atenções à DC Comics, que, afinal, é de propriedade da própria Warner.

Assim, começaram boatos de reestruturação da editora, com a criação da DC Entertainment, novos cargos para Dan Didio, Jim Lee e Geoff Johns e a chegada de Diane Nelson, responsável por concretizar as adaptações da saga de J. K. Rowling e agora presidente da DCE. A nova leva de mudanças foi anunciada nesta semana, visando aproximar ainda mais a DC da Warner, sua proprietária, e possibilitar o avanço da produção de filmes, animações, séries de TV e jogos usando personagens como Superman, Batman e Lanterna Verde.

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27jul Felipe Pinheiro

Grandes Astros Superman

 

Grandes Astros Superman

Ainda sobre a Comic-Con, uma outra grande novidade, pelo menos para os fãs do Superman e de Grant Morrison: foi confirmado um longa-metragem animado da série Grandes Astros Superman, com lançamento em DVD e Blu-Ray em 2011. Com textos de Morrison e desenhos de Frank Quitely, Grandes Astros é a melhor história já criada sobre o Homem de Aço, resgatando o clima da Era de Prata e trazendo um herói bem humano, ao mesmo tempo em que no auge de seus poderes. É o ícone máximo dos quadrinhos representado como nunca antes.

As animações em DVD e Blu-Ray da DC/Warner estão arrancando muitos elogios, mesmo adaptando algumas histórias em quadrinhos fracas (como o primeiro arco de Superman & Batman e Batman: Sob o Capuz), mesmo que com resultados bem mais interessantes que suas versões originais. No entanto, também já adaptou uma história de Morrison: Liga da Justiça – Terra 2. Embora tenha sido a melhor animação desta série de lançamentos, foi um pouco inferior aos quadrinhos que lhe deram origem.

É esperar para ver como vai se desenrolar esta nova animação, e se os belíssimos traços de Quitely serão emulados. O responsável pela adaptação, pelo menos, expira confiança: é Dwayne McDuffie, que envolveu-se na série animada”Liga da Justiça Sem Limites” e no ótimo longa animado “Liga da Justiça: A Nova Fronteira”.

Enquanto isso, também rolam boatos que Batman: Ano Um, de Frank Miller, também pode ganhar uma animação nestes moldes. E, para a TV, estréia em breve a série animada da Justiça Jovem e é prometida para 2011 uma série em CGI para o Lanterna Verde, na esteira de seu filme.

Como sempre, enquanto vem travando (e perdendo) uma briga com a Marvel nos cinemas, a DC Comics ainda reina absoluta no campo das animações.



 
29jun Felipe Pinheiro

Harry Potter e as Relíquias da Morte

 

Harry Potter e as Relíquias da Morte

Sem querer criar qualquer comparativo de qualidade ou inovação, o início dos anos 2000 não só ficará marcado por Lost, mas por um evento da cultura pop de bem maiores proporções. É inegável, a despeito de qualquer crítica de originalidade ou qualidade retórica, que J. K. Rowling criou, ao longe de sete livros, uma narrativa envolvente, que acompanhou o crescimento da atual geração, com um herói que, apesar de representar o estereotipo clássico, e um vilão, que era nada mais que puro mal encarnado, nunca apresentaram-se unidimensionais, além de um bom grupo de coadjuvantes.

A Warner, percebendo o que tinha em mãos, criou uma série cinematográfica como poucas. Embora tenha produzido filmes medianos nas duas primeiras adaptações, já apresentava uma escolha pela qualidade, ao trazer um grupo que representava o melhor da interpretação britânica. Aos poucos, novos e inventivos diretores, uma trama mais madura, e a surpresa de atores-mirins que cresciam e demonstravam poder acompanhar o nível imposto por Alan Rickman, Maggie Smith, Gary Oldman e Helena Bonham Carter, só para citar alguns. Mesmo que se diga que Harry Potter é apenas um produto de entretenimento, poucos tiveram tanta qualidade e respeitaram leitores e a inteligência de eventuais espectadores.

Todas as atenções se voltam, então, para os dois longas que adaptam o último livro da série. Não há exagero no primeiro trailer, publicado ontem, que os define como o evento de uma geração.

Com Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint e Ralph Fiennes e direção de David Yates, Harry Potter e as Relíquias da Morte, partes I e II estréiam, respectivamente, em 19 de novembro de 2010 e 15 de julho de 2011.


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