
Por muitas e muitas vezes cogitei a possibilidade de Donkey Kong Country, aquele clássico instantâneo lançado para Super Nintendo em 1994, ser meu jogo preferido. Na verdade, trata-se de algo mais que uma hipótese e muito provavelmente, junto das séries Zelda e Metal Gear Solid, a franquia DK esteja mesmo no topo dessa tríade. Até hoje – sem exagero algum – eu me impressiono com os gráficos e a jogabilidade de Donkey Kong Country.
Sendo assim, quando soube que a Big N estava ressuscitando a franquia, com a promessa de ser um retorno às raízes (esqueça aquele lixo que venderam na era do Nintendo 64…), fiquei com grande expectativa. E, depois de algumas boas horas de jogo, já posso escrever a respeito e testemunhar que Donkey Kong Country Returns é um jogo à altura do original.
A missão de trazer o gorila de volta ao triunfo foi dada à Retro Studios, a mesma da trilogia Prime de Metroid, já que a Rare, desde 2002, passou a desenvolver exclusivamente para a Microsoft. E apesar dessa grande mudança, o resultado foi primoroso. Tudo que fez de Donkey Kong um sucesso está lá. De sua inconfundível trilha sonora aos cenários nas minas. Do auxílio de outros animais aos chefes, grandes e bobos.
Um outro ponto de destaque é o multiplayer, cuja experiência é similar à vista em New Super Mario Bros. Wii, ou seja, interessante e divertida. O nível de detalhamento está espetacular e mesmo com o hardware um tanto quanto limitado do Wii, ainda mais se comparado diretamente com a concorrência, DKC Returns tem um dos melhores gráficos do console. Ah, o nível de dificuldade é insano o que, certamente, rende muito mais tempo de jogo. E nesse caso, ainda bem.
Por essas e outras, imagino que esse seja um jogo para os veteranos. Para quem jogou Donkey Kong Country horas a fio, perdeu muitas e muitas vidas nos carrinhos das minas e sofreu para passar com o Squawks pelos espinhos. Se você sabe bem do que estou falando, meu caro, esse jogo foi feito sob medida pra gente. Ponto pro Shigeru Miyamoto. De novo e de novo.