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23nov Luiz Jeronimo Stamboni

Colin Firth pode viver o vilão de OldBoy

 

Depois de anunciarem Spike Lee como diretor da adaptação hollywoodiana de OldBoy – vide aqui – e confirmarem Josh Brolin como Joe (Oh Dae-su no original), o remake também poderá contar com Colin Firth no elenco. Ao que se sabe, é mais do que especulação, mas menos do que confirmação. Tudo ainda está no campo da conversa e seus possíveis entraves.

No entanto, o fato é de que se Colin Firth ingressar no filme (o papel que lhe foi ofertado é o de Woo-jin Lee, o vilão da história), OldBoy de Hollywoody se distância da chacota; o que seria mais provável se a DreamWorks tivesse conseguido os direitos do filme, em 2008, e tivesse dado a direção a Steven Spielberg e o papel principal a Will Smith. Conforme o planejado. Mas para a nossa sorte, não foi o que aconteceu.

Os moldes que esse OldBoy vem tomando se aproximam do clássico sul-coreano, pois a visão de Spike Lee com a truculência de Josh Brolin e a genialidade cínica de Colin Firth, fazem dele uma promessa e tanto. Que eu não esteja errado nessa percepcão.


2

 
27ago Felipe Pinheiro

Karate Kid

 

Karate Kid

Garoto indisciplinado muda de cidade e se vê oprimido por valentões, até que conhece um sábio senhor oriental que o ensina artes marciais de forma pouco ortodoxa. Na verdade, o ancião o está ensinando mais que golpes, e sim a própria filosofia por trás daquela luta, ao mesmo tempo em que aprende com seu pupilo a voltar a ter esperança.

Provavelmente, você reconheceu de imediato a premissa de Karate Kid, filme oitentista que tem um lugar guardado no coração de uma boa parte da geração que vai se aproximando ou já passou dos trinta anos. E, então, assim que começaram os primeiros boatos sobre um possível remake da obra, muitos foram os que o apontaram como desnecessário. Estavam completamente errados.

A história do longa está longe de ser original. É um tema bastante recorrente, aliás. Em uma geração que parece perdida entre ídolos sem talento e completamente artificiais e filmes e músicas assustadoramente dementes, as lições de Sr. Miyagi e Daniel Larusso são sempre bem-vindas. Mostram-se, na verdade, imperativas. Torna-se necessário, então, atualizar um filme para muitos datados a estes novos adolescentes.

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6

 
29jul Felipe Pinheiro

Eu Sou a Lenda, por Steve Niles

 

Eu sou a lenda

Em tempos de vampiros que não assustam muita gente… ou nem mesmo são muito másculos… É sempre bom ler alguma coisa que respeite o espírito clássico dos chupadores de sangue. Melhor ainda se for escrito por Steve Niles, que resgatou bastante da violência desses monstros nas ótimas graphic novels de “30 Dias de noite”.

Desta vez, Niles une-se a Elman Brown para adaptar a perturbadora história do último homem na terra em “Eu Sou a Lenda”, de Richard Matheson. A adaptação é mais próxima do livro de Matheson que da mais recente incursão cinematográfica do conto, com Will Smith, trazendo um ar mais soturno (que é ajudado pela arte granulada de Brown) e com um pouco mais de misticismo, embora ainda contando com certas explicações “críveis”. Aqui, se deixa um pouco de lado os zumbis e a ciência para se focar nos vampiros, com o protagonista, Robert Nevile, protegendo seu lar com alho e espelhos.

Enquanto caça livremente durante o dia, os vampiros reinam absolutos durante a noite. Por quanto tempo Nevile conseguirá defender-se dos monstros que o cercam à noite e, ainda, manter sua sanidade, sabendo que pode ser o último homem vivo sobre a terra?

Publicado originalmente em 2003, pela IDW Publishing, “Eu Sou a Lenda” é um lançamento da editora Devir, tem 248 páginas em preto e branco, capa cartão e custa R$ 34,50.