
O maior e melhor crossover de todos os tempos retornou ao mundo dos games. E olha que, como grande fã da DC, nem mesmo a junção de seu universo com o de Mortal Kombat pôde fazer pela diversão o que a Marvel consegue fazer quando se une à Capcom. Marvel VS. Capcom é gigante em diversos aspectos, a começar pela quantidade de personagens. Caras conhecidas das duas casas estão lá, como Ryu, Chun-li, Wolverine e Homem-Aranha, mas há espaço (em que são muito bem-vindos) para personagens como Chris Redfield, Amaterasu (Okami), Phoenix e X-23, entre outros.
E quando digo gigante, leia-se como uma analogia livre para exagero. Sim, aquele mesmo exagero que estamos acostumados a ver em jogos do tipo, aqui, foi elevado à décima potência. Desde os especiais combinados à luta final contra (perdõe-me se soará como spoiler) Galactus! A lista de golpes também é extensa, e personagens como Dante e Deadpool parecem ter sido ainda mais privilegiados nesse quesito. Dante, inclusive, soa como o melhor selecionável do game.
Uma das grandes diferenças na verdade está para a ausência do sistema de controle em que há socos e chutes de diferentes potências, abandonando assim o que tínhamos nos games anteriores da franquia e se assemelhando ao sistema adotado em Tatsunoko VS. Capcom. Em se tratando de qualidade técnica, Marvel VS. Capcom 3 é impecável. Dos gráficos, mais lindos do que nunca aos efeitos sonoros, com destaque para a dublagem. Deadpool soa como um fanfarrão em suas falas.
Os pontos fracos se dão pelo roteiro, fraco e insosso e pelos finais. Estes são uma lástima, bem que a Capcom poderia ter dado a mesma atenção que deu à apresentação, deixando de lado esses finais estáticos, que em nada tem a ver com a nova geração. No mais, Marvel VS. Capcom 3: Fate of Two Worlds, que saiu para as plataformas Playstation 3 e Xbox 360 é garantia de diversão. Alguém aí esperava algo além disso?










